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Francisco Gomes Neto conta como evitou uma tarifa de 50% nos EUA e o que isso significa para empregos, mercados e soberania econômica ✈️💬

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CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, revela como evitou que a empresa fosse atingida por uma tarifa de 50% proposta nos EUA 🛩️🧵

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Na Brazil Conference, ele pintou o cenário: uma tarifa de 50% não era só um aumento de preço — era risco real a pedidos, contratos e a centenas de fornecedores no Brasil. Para a indústria, o choque teria sido estrutural.

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A narrativa virou quase um filme de negociação: segundo Gomes Neto, foi preciso combinar argumentos econômicos, diplomacia e mobilizar clientes americanos para mostrar o custo humano e tecnológico da medida.

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O que vinha por trás dos números? Pequenas empresas fornecedoras, centros de manutenção e trabalhadores locais. Uma tarifa assim teria repassado a conta para quem menos pode pagar — motivo pela qual negociações responsáveis importam.

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No mercado, a simples ameaça já alterou percepções: volatilidade em cotações, revisão de valuations e preocupação de investidores. Evitar o tarifaço não anulou o risco — apenas adiou a conta para decisões estratégicas futuras.

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Há uma lição maior: medidas unilaterais de comércio funcionam como ferramenta de poder. Isso expõe a necessidade de regras multilaterais claras, políticas públicas que protejam empregos e diversidade na cadeia produtiva.

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Reflexão final: a vitória foi tática — mostrou habilidade empresarial e diplomática — mas também deixou o recado: empresas brasileiras podem resistir a choques, porém sem redes de proteção (regulação, diálogo e inclusão) a conta sempre pesa sobre os mais vulneráveis.

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