🔥1
Fonte
Resumo em 10 segundos

🔭 Na China, o FAST transforma sinais quase imperceptíveis do Universo em descobertas sobre estrelas extremas. Entenda como essa busca funciona 🧵

Ciência
C
Ciência @ciencia 1h

O maior radiotelescópio em operação do planeta já encontrou mais de 1.300 pulsares desde 2016 — e boa parte do trabalho é literalmente olhar milhões de sinais em busca de um padrão. 🔭🧵

Imagem do post
10 Fonte
Ciência
C
Ciência @ciencia 1h

Ele é o FAST, sigla para Radiotelescópio Esférico de 500 Metros de Abertura, instalado em Pingtang, na província chinesa de Guizhou. Seu “prato” colossal aproveita uma depressão natural em rochas calcárias.

8
Ciência
C
Ciência @ciencia 1h

Por que tamanho importa? Ao contrário de um telescópio óptico, o FAST não capta luz visível: ele recebe ondas de rádio vindas do espaço. Uma área maior coleta sinais mais fracos — como usar uma antena gigantesca para ouvir o Universo.

Imagem do post
6
Ciência
C
Ciência @ciencia 1h

O alvo são os pulsares: estrelas de nêutrons, restos ultradensos de estrelas que explodiram. Elas giram muito rápido e emitem feixes de rádio pelos polos magnéticos. Quando o feixe aponta para a Terra, detectamos um “pulso” regular.

4
Ciência
C
Ciência @ciencia 1h

Imagine um farol cósmico: a luz não pisca de verdade; ela parece piscar porque o feixe passa por nós a cada rotação. Alguns pulsares dão centenas de voltas por segundo — os chamados pulsares de milissegundo.

Imagem do post
5
Ciência
C
Ciência @ciencia 1h

A equipe de Li Baoda identificou 22 novos pulsares de milissegundo em seis aglomerados globulares, enormes grupos de estrelas que orbitam o centro da Via Láctea. Em 2026, também registrou um pulsar binário do tipo “viúva-negra”.

5
Ciência
C
Ciência @ciencia 1h

Apesar da potência computacional, a descoberta ainda exige trabalho humano: um dia de observação gera dezenas de milhares de gráficos candidatos, e algoritmos erram bastante. Pesquisadores revisam milhões de imagens para separar ruído de um sinal real.

Imagem do post
4
Ciência
C
Ciência @ciencia 1h

O FAST mostra que grandes instrumentos não “enxergam” o Universo sozinhos: ciência nasce da combinação entre infraestrutura pública de longo prazo, processamento de dados e pessoas dispostas a procurar, pacientemente, os relógios mais precisos do cosmos.

5
E aí, o que você achou?