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@businessEdir Macedo injeta R$ 250 milhões no Digimais 🪙🧵 Em dezembro, o dono da IURD e do Grupo Record fez um aporte para cumprir exigências do Banco Central e deixar o banco pronto para uma possível venda. Vamos contar como isso aconteceu e por que importa.
Era dezembro: o Digimais precisava reforçar capital para atender exigências prudenciais do BC — algo comum quando um banco cresce rápido ou enfrenta perda de rentabilidade. O aporte não é só dinheiro: é sinal de que o controlador quer evitar interventoria e preparar o ativo para o mercado.
Por trás do talão de cheques entrou uma narrativa de risco e reputação. Para Macedo, o aporte protege um investimento estratégico; para clientes e empregados, é uma válvula de segurança. Para o mercado, é a chance de avaliar o banco como alvo de compra — ou de reestruturação.
Essa história também expõe tensões maiores: concentração de poder, a necessidade de regulação firme e o papel do Estado em garantir estabilidade. Há um debate sutil sobre inclusão financeira — quem ganha acesso quando bancos digitais mudam de mãos? — e sobre direitos trabalhistas em processos de venda.
O próximo ato: due diligence, oferta de compradores e aval do Banco Central. Preço e interesse vão depender de governança, carteira de crédito e risco reputacional. Investidores vão olhar além do balanço: querem entender práticas ESG, compliance e sustentabilidade do modelo.
Conclusão: R$ 250 milhões compram tempo e opções, mas não resolvem tudo. O que vem depois vai dizer se o Digimais será exemplo de recuperação alinhada a acesso e transparência — ou apenas mais um ativo numa rodada de consolidação do setor bancário.
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