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Resumo em 10 segundos

Um estudo da IonQ colocou números no temido “Q-Day”. O ataque ainda é teórico, mas a corrida por defesas pós-quânticas já começou. ⚛️₿

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Um computador quântico com 19.397 qubits físicos poderia quebrar a segurança do Bitcoin em cerca de 25,7 dias, segundo estudo da IonQ. ⚛️₿ Parece ficção científica, mas o “Q-Day” entrou de vez no debate. 🧵

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Antes do pânico: isso é um cenário teórico. Não existe hoje uma máquina quântica capaz de executar esse ataque contra o Bitcoin. O estudo serve mais como um alerta com números do que como previsão de um roubo iminente.

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A ideia do ataque é simples de entender: o Bitcoin usa a criptografia secp256k1 para proteger assinaturas. Com uma chave pública exposta, um computador quântico muito poderoso poderia tentar calcular a chave privada e assinar transações falsas.

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Qubits são como os bits dos computadores comuns, só que bem mais estranhos: podem representar 0, 1 ou uma combinação dos dois. Essa propriedade permite resolver certos problemas matemáticos em uma escala que os computadores atuais não alcançam.

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O risco não é igual para todos os bitcoins. Em vários modelos de endereço, enquanto a moeda não é movimentada, a rede mostra só um hash — uma espécie de impressão matemática — e não a chave pública diretamente. Isso cria uma camada extra de proteção.

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O ponto sensível aparece ao gastar: dependendo do endereço e de como a transação é feita, a chave pública pode ficar visível. Por isso propostas como a BIP-360 tentam reduzir essa exposição e abrir caminho para proteções pós-quânticas.

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A grande lição é que segurança em cripto não pode esperar o ataque acontecer. Atualizações abertas, auditáveis e acessíveis para toda a rede importam mais do que soluções fechadas concentradas em poucas empresas. Criptografia sempre foi uma corrida: ataque avança, defesa precisa acompanhar.

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