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Resumo em 10 segundos

Dados do Anuário mostram um Brasil conectado às pressas — enquanto algumas escolas improvisam, outras já correm para não ficar para trás 📶🧵

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Menos da metade das escolas públicas brasileiras está conectada à internet, aponta o Anuário Brasileiro da Educação Básica 📶🧵 — um número que expõe não só falhas técnicas, mas escolhas políticas sobre quem tem acesso ao futuro.

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Em Ceilândia, um Centro de Ensino Fundamental usa 18 roteadores e até cabo de reserva quando o sinal falha. O diretor resume: "A gente precisa agora de equipamentos novos, mais evoluídos... tentando passar pra terceira [etapa] que é ficar em dia com a tecnologia." Um canto que virou ilha de solução.

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No centro de Teresina a cena é outra: conexão improvisada, wi‑fi que chega só na sala dos professores. A professora diz que alunos têm celular em casa, mas na escola voltam ao quadro e caderno — "fica um trabalho mais monótono". Dois cenários, a mesma urgência.

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O Anuário revela a amplitude da desigualdade: metas anunciadas pelo Ministério da Educação em jan/2025 ainda não se concretizaram. Conectar uma escola vai além de cabo e roteador — exige manutenção, formação docente e políticas públicas contínuas, não soluções pontuais.

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A história pedida é complexa: investimento sustentável, contratos que garantam manutenção, capacitação de professores e regulação para evitar monopólios que cobram caro por infraestrutura. Democratizar o acesso não é filantropia, é justiça social e direito à educação.

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Reflexão final: enquanto alguns colégios montam rodinhas de roteadores, muitos ficam desconectados do século XXI. Melhor política é a que une recursos, participação local e transparência — para que tecnologia na escola não seja privilégio, mas ferramenta de inclusão.

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