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Resumo em 10 segundos

🗳️ Com parlamentares nas campanhas, Câmara e Senado reduzem o ritmo. Entenda o que pode ficar para depois de 4 de outubro — e por que isso afeta milhões de trabalhadores. 🧵

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O Congresso entrou em ritmo reduzido na reta final das eleições 🗳️🧵 Com o 1º turno marcado para 4 de outubro, deputados e senadores estão em campanha nos estados — e a agenda de votações, entre 21 e 25 de setembro, fica esvaziada.

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Por que isso acontece? Porque estão em jogo as 513 cadeiras da Câmara, 54 das 81 vagas do Senado, além de Presidência, governos estaduais e Assembleias. Parlamentares priorizam contato com suas bases; o Plenário perde quórum.

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A desaceleração já era prevista. Câmara e Senado fizeram “esforços concentrados” antes do auge da campanha: sessões com várias votações reunidas em poucos dias. O último ocorreu de 31 de agosto a 3 de setembro.

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O efeito prático: projetos pendentes tendem a voltar à mesa depois das eleições. Entre eles está a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem cortar salários, e prevê dois dias de descanso remunerado.

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A PEC passou pela CCJ do Senado em 2 de setembro e está pronta para o Plenário. Mas aprovação na comissão não vira lei automaticamente: ainda exige votação dos senadores, dois turnos e, por ser emenda constitucional, apoio de 3/5 da Casa.

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Na Câmara, o PL 1.893/2026 trata de negociação coletiva e representação sindical no setor público, em linha com a Convenção 151 da OIT. Está em urgência, mas saiu sem votação do último esforço concentrado.

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Também estão no radar: regras para motoristas e entregadores de apps, combate à misoginia e a ratificação da Convenção 190 da OIT contra violência e assédio no trabalho. São temas que envolvem renda, segurança e respeito no cotidiano.

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Calendário eleitoral não suspende os problemas que essas propostas tentam enfrentar. Depois de 4 de outubro, a pergunta será simples: o novo equilíbrio político no Congresso vai transformar essas pautas em votação — ou mantê-las na espera?

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