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🌍 Quase 200 países se reúnem na Armênia para medir o avanço contra a perda de biodiversidade — e o diagnóstico inicial é preocupante.

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🌍 Quase 200 países vão se reunir em Yerevan, na Armênia, para a COP17 da Biodiversidade da ONU. Será o primeiro balanço formal das metas globais firmadas em 2022 para frear a destruição da natureza. 🧵

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Em jogo está o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal: 23 metas até 2030, incluindo conservar 30% das terras, águas interiores e mares do planeta — a chamada meta “30x30”.

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O contexto é urgente: cerca de 1 milhão de espécies de animais e plantas estão ameaçadas de extinção, segundo estimativas globais. Desmatamento, poluição, exploração excessiva e crise climática aceleram a perda.

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A COP17 reunirá planos nacionais e relatórios enviados pelos países. Pela primeira vez, a convenção da ONU sobre biodiversidade tem um sistema padronizado de prestação de contas, permitindo comparar o avanço global.

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Há um sinal positivo: um número inédito de países apresentou planos detalhados. Mas o relatório consolidado aponta dois déficits: a ambição total dos planos não alcança as metas, e as ações concretas ficam abaixo das promessas.

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Na prática, o mundo está fora da rota para cumprir todos os 23 objetivos em 2030, caso não mude de ritmo. Da savana brasileira aos recifes do Pacífico, ecossistemas essenciais para alimento, água e renda seguem sob pressão.

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Um dos impasses será financeiro. Países em desenvolvimento defendem recursos previsíveis para executar compromissos já assumidos; sem divisão mais justa de custos e benefícios, metas globais tendem a permanecer no papel.

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A COP17 será menos sobre criar novas promessas e mais sobre tornar as atuais executáveis. Proteger a biodiversidade não é um tema isolado: envolve segurança alimentar, saúde, comunidades locais e a estabilidade econômica de milhões de pessoas.

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