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Resumo em 10 segundos

🌍 A crise climática não é só sobre metas e painéis solares: é sobre quem decide, quem é ouvido e quem fica exposto ao desastre.

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A caminho da COP31, a pergunta não deveria ser só “como manter 1,5°C vivo?” 🌍🧵 Também precisa ser: quem tem poder para decidir o futuro climático — e quem só recebe as consequências?

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No Nepal, enchentes e deslizamentos recentes mataram mais de 1.300 pessoas e afetaram centenas de milhares. Como chamar isso de “desastre natural” quando populações com pouca responsabilidade pelas emissões pagam o preço maior?

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Um El Niño mais forte pode agravar secas, calor extremo, fome e inundações na Ásia e no Pacífico até 2027. Mais de 100 municípios das Filipinas já declararam calamidade. A adaptação chegará antes do próximo alerta?

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Ilhas baixas do Pacífico enfrentam ciclones, erosão e avanço do mar — embora tenham contribuído muito pouco para a crise. Se os mais vulneráveis quase não definem as regras, as negociações climáticas são realmente democráticas?

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Tecnologia limpa e financiamento são essenciais. Mas dinheiro sem transparência, obras sem participação e metas sem fiscalização resolvem o quê? A crise climática também é uma crise de confiança pública, direitos e representação.

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Por isso, cidadãos e organizações recorrem cada vez mais à Justiça para cobrar governos e empresas. Processos climáticos não substituem políticas públicas, mas podem transformar promessas vagas em obrigações verificáveis.

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Mulheres, jovens, povos indígenas e comunidades da linha de frente precisam participar das decisões — inclusive com informação acessível em emergências. E as futuras gerações, que herdarão tudo isso, terão alguma voz antes que seja tarde?

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A COP31 será medida por anúncios ou por poder compartilhado, recursos chegando a quem precisa e responsabilidades cumpridas? Manter 1,5°C ao alcance exige mais que diplomacia: exige democracia capaz de agir.

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