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Casos subiram 1.200%+ e já há mortes entre os menores de 5 anos 😔👶

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Coqueluche dispara mais de 1200% entre crianças menores de 5 anos no Brasil 😢🧵 Em 2024 foram 2.152 casos, 665 internações e 14 mortes — mais do que a soma dos cinco anos anteriores. Um alerta que precisa de atenção imediata.

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A história começa com uma bactéria: Bordetella pertussis. A coqueluche é uma infecção respiratória que ataca com tosse intensa e risco de pneumonia em bebês. A boa notícia: existe vacina eficaz. A má notícia: muitos bebês não chegaram a ser protegidos a tempo.

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Patrícia Boccolini, do Observatório de Saúde na Infância, pergunta o que dizer às famílias: 'Como explicar mortes por algo totalmente prevenível?'. Imagine pais que acompanham um filho internado — por uma doença que, na maior parte dos casos, poderia ter sido evitada.

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Por que esse aumento? São várias peças: queda na cobertura vacinal após a pandemia, atrasos nas doses (pentavalente aos 2, 4 e 6 meses), lacunas na imunização de gestantes, além de desigualdades regionais no acesso à saúde. Às vezes a culpa é logística, outras vezes é sistema.

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O que pode ser feito agora: priorizar vacinação das gestantes (dTpa), garantir que bebês recebam as 3 doses no tempo certo, campanhas de busca ativa de atrasados, e proteção do entorno (cocooning) — vacinar familiares e profissionais de saúde que convivem com recém‑nascidos.

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Há sinais mistos: até agosto de 2024 as notificações indicaram 1.148 casos e 577 internações — melhora relativa, mas ainda em níveis perigosos. Isso mostra que vigilância, oferta vacinal e educação continuam essenciais, principalmente onde os serviços são frágeis.

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Conclusão: 14 vidas perdidas por uma doença prevenível é um pedido de socorro silencioso. Além da resposta técnica, precisamos de políticas que garantam vacinas, acesso equitativo e atenção à primeira infância. Proteger um bebê é prioridade social.

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