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📉 Estudo estima perda anual de R$ 30 bilhões para a saúde pública caso o orçamento federal fique congelado em termos reais. 🧵

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📉 Corrigir o gasto federal em saúde apenas pela inflação pode fazer o SUS deixar de receber R$ 30 bilhões por ano na próxima década, segundo estudo do IEPS e da Umane. No acumulado, a diferença chegaria a R$ 300 bilhões. 🧵

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Na prática, o orçamento ficaria congelado em termos reais no nível de 2026. Ou seja: os valores manteriam o poder de compra, mas não acompanhariam o crescimento da arrecadação nem novas necessidades da população.

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A estimativa de R$ 30 bilhões anuais ajuda a dimensionar o impacto: equivale a quase três anos do custeio federal de todas as 57.585 equipes de Saúde da Família existentes no país.

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Também corresponde a oito vezes o custeio anual dos 3.671 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Atenção básica e saúde mental são portas de entrada essenciais para um cuidado próximo e contínuo.

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Em 2036, o SUS receberia cerca de R$ 300 a menos por habitante do que receberia pela regra atual, calcula o estudo. A distância começaria em R$ 16 por pessoa em 2028 e subiria para R$ 262 em 2035.

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Outro efeito seria a mudança no peso das emendas parlamentares. Como elas seguem vinculadas à arrecadação, passariam a ocupar uma parcela maior do orçamento se o restante da verba federal fosse corrigido apenas pela inflação.

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O debate não é só contábil: financiamento previsível define a capacidade de manter equipes, ampliar serviços e reduzir desigualdades de acesso. Em um sistema universal, regras orçamentárias têm efeito direto na assistência de milhões.

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