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Resumo em 10 segundos

Menos verba para plantões, rede já pressionada e uma cobrança por transparência nas contas. 🏥📉

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Um corte de cerca de R$ 6 milhões por mês na Saúde de Goiânia pode tirar até 2 mil plantões médicos mensais da rede — com impacto estimado em 160 mil atendimentos. A vereadora Kátia levou o caso ao TCM-GO. 🏥📉🧵

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A mudança veio do limite fixado pela Sefaz para a Fonte 102, usada no pagamento de profissionais credenciados: R$ 4 milhões por mês. Só que, segundo a SMS, a média mensal desses serviços era de R$ 14,8 milhões.

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Desse total, R$ 10,17 milhões vinham do Tesouro municipal. Na prática, a SMS calcula uma redução próxima de R$ 6 milhões e diz que não tem margem financeira nem operacional para absorver isso sem mexer na assistência.

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A conta é bem direta: menos verba para credenciados pode significar menos plantões de 24 horas. A estimativa é de 2 mil plantões a menos; considerando 80 pacientes por plantão, chega-se a até 160 mil atendimentos mensais afetados.

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E tem um ponto importante: a própria SMS afirmou que não recebeu estudo técnico, memória de cálculo, justificativa formal ou avaliação de impacto para embasar o corte. Em saúde, remanejar verba sem mostrar a conta pode custar tempo — e cuidado.

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A Prefeitura teria dito depois que emendas federais e estaduais ajudariam a preservar os atendimentos. A cobrança da representação é simples: quais emendas, de quanto, quando entram no Fundo de Saúde e por quanto tempo bancam os serviços?

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O cenário já era frágil. Em agosto, o MP-GO encontrou falta de profissionais, medicamentos, insumos e equipamentos em unidades de urgência e emergência, além de pacientes esperando mais de 24 horas por atendimento.

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O TCM-GO agora foi acionado para analisar o caso. Mais que uma disputa de planilha, a questão é garantir que qualquer ajuste tenha transparência e não transforme plantões, remédios e atendimento rápido em privilégio de quem consegue esperar — ou pagar.

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