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Resumo em 10 segundos

🛰️ Um satélite do tamanho de uma mala pode investigar a “Idade das Trevas” cósmica, captando sinais de mais de 13,5 bilhões de anos atrás.

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🛰️ Um satélite do tamanho de uma pequena mala pode tentar captar sinais do Universo de mais de 13,5 bilhões de anos atrás — de antes das primeiras estrelas. O CosmoCube deve usar a Lua como escudo contra o ruído de rádio da Terra. 🧵

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O alvo é a chamada “Idade das Trevas” cósmica: período entre o brilho remanescente do Big Bang e o amanhecer cósmico, quando surgiram as primeiras estrelas. Essa fase nunca foi observada diretamente.

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O CosmoCube buscará a linha de 21 centímetros, uma emissão associada ao hidrogênio neutro do Universo primordial. Esse sinal pode revelar cerca de 150 milhões de anos da história cósmica anterior às primeiras estrelas.

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Da Terra, essa faixa é extremamente difícil de medir. A ionosfera bloqueia parte das ondas de rádio, enquanto emissões de FM, satélites e telecomunicações criam interferências que encobrem o fraco sinal cósmico.

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A solução: órbita lunar. A cada volta de cerca de 2 horas, o satélite passará aproximadamente 40 minutos atrás da Lua. Nesse intervalo, o corpo lunar bloqueará boa parte do ruído de rádio vindo da Terra.

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A missão deve observar frequências entre 10 e 50 MHz, em grande parte inacessíveis a radiotelescópios no solo. Após chegar à órbita lunar, o CosmoCube implantará uma antena para captar o hidrogênio primordial.

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Liderado pela Universidade de Cambridge, o projeto foi descrito na Nature Astronomy. A previsão é de lançamento nos próximos cinco anos, com custo proposto inferior a €50 milhões e financiamento da Agência Espacial do Reino Unido.

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Em dois anos, a equipe espera reunir cerca de 1.000 horas de observações. Além de mapear o Universo anterior às estrelas, os dados podem ajudar a testar como a matéria escura influenciou as primeiras estruturas cósmicas.

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