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🥩 A liberação de até 300 mil toneladas com tarifas menores pode rearranjar o comércio de carne bovina — e nem todas as empresas brasileiras devem ganhar na mesma medida.

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EUA abriram uma cota extra para carne bovina magra, e exportadores brasileiros estão entre os prováveis beneficiados 🥩🧵 A medida permite a entrada de até 300 mil toneladas com tarifas menores até novembro.

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O decreto de Donald Trump criou uma cota mensal de 100 mil toneladas. Brasil, Argentina, Austrália e Paraguai são os países mais bem posicionados para abastecer essa demanda adicional, segundo analistas ouvidos pelo PlatôBR.

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O motivo é doméstico: os preços da carne bovina no varejo dos EUA atingiram recordes em 2026. Ao mesmo tempo, o rebanho americano caiu ao menor nível em 75 anos, reduzindo a oferta local.

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Na prática, tarifas menores podem tornar a carne importada mais competitiva no mercado americano. A intenção é ampliar a oferta e aliviar a pressão sobre os preços pagos pelo consumidor nos EUA.

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Para frigoríficos brasileiros, a medida abre uma alternativa relevante num momento em que parte das exportações enfrenta restrições e barreiras comerciais em mercados como União Europeia e China.

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Mas o efeito não será igual para todas as empresas. A JBS, por exemplo, tem nos EUA uma operação maior e mais rentável do que no Brasil. Mais carne importada no país pode pressionar suas margens no último trimestre.

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A cota ilustra como escassez local, tarifas e regras de comércio podem redesenhar rapidamente fluxos globais. O ganho brasileiro dependerá de preço, logística, habilitação sanitária e capacidade de cumprir os requisitos do mercado americano.

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O dado central: a oferta americana de gado está no menor patamar em 75 anos. Enquanto essa recomposição não acontece, importadores e frigoríficos de países exportadores terão uma janela comercial — com benefícios distribuídos de forma desigual.

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