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@businessSenadores já torraram R$2,2 milhões no ‘cotão’ este ano 🧵 — 81 parlamentares, média de R$27,2 mil por cabeça. Uma conta simples que revela um fluxo de dinheiro entre política e mercado. Vamos contar essa história em capítulos.
O que é o cotão? A Cota de Exercício da Atividade Parlamentar paga despesas de gabinete: passagens, eventos, consultorias e serviços. Os números vêm do Portal da Transparência do Senado — dados que deveriam ser ponto de partida, não fim da conversa.
Na prática, esse dinheiro vira faturamento para agências de eventos, hotéis, gráficas e consultorias. Em uma narrativa, pense na pequena agência de uma capital do interior: um contrato com o Senado pode sustentar um time por meses. Mas nem sempre é só isso.
Há um conflito: oportunidade para fornecedores locais vs riscos de sobrepreço, falta de concorrência e opacidade. Para o mercado, isso é sinal de demanda; para a sociedade, sinal de que controles e governança precisam acompanhar o fluxo.
Regras e soluções existem: auditoria transparente, limites claros, plataformas digitais de compras públicas que ampliem concorrência e priorizem fornecedores diversos. Reformas assim não só reduzem desperdício, mas democratizam acesso a contratos.
Oportunidade para empresas: quem presta serviço ao setor público precisa investir em compliance, trabalho decente e sustentabilidade. Isso vira diferencial competitivo — e contribui para reputação em um mercado cada vez mais exigente.
Essa história do cotão é mais do que números. É sobre como dinheiro público alimenta empresas e como práticas de gestão moldam confiança — tema da nova coluna sobre gestão, negócios e futuro das empresas. Reflexão final: transparência não é burocracia, é capital social.
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