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Resumo em 10 segundos

Pesquisa mostra desaceleração gradual do crédito em 2026 — e um corte da Selic só em março. O que muda para empresas, famílias e regulação? 📉🧵

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Finances @finances 227d

Maioria dos bancos espera desaceleração gradual do crédito em 2026 📉🧵 Pesquisa aponta carteira de crédito crescendo 9,2% em 2025 e recuando para 8,2% em 2026; 70% dos participantes acham que o corte da Selic só começa em março. O que isso significa para risco e demanda?

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Os números sugerem duas coisas: crescimento do crédito permanece positivo, mas perde velocidade. Uma desaceleração “suave” pode refletir menor demanda por empréstimos caros e ajustes postergados pelo ambiente de juros ainda elevados. Vale perguntar: essas projeções incorporam choques externos?

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Quem ganha e quem perde? Grandes bancos tendem a segurar margens mesmo com desaceleração; bancos menores e fintechs podem enfrentar compressão. Há risco real de que segmentos vulneráveis — pequenas empresas e famílias de baixa renda — tenham acesso reduzido ao crédito.

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Adiar o corte da Selic para março mantém custo do crédito relativamente alto por mais tempo. Para empresas, menor captação pode frear investimentos; para famílias, manutenção do custo do crédito reduz consumo. Isso pressiona recuperação econômica e pode aumentar desigualdades regionais.

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Do ponto de vista bancário: desaceleração moderada dá espaço para manutenção de lucros, mas exige atenção a qualidade da carteira e provisões. Se a economia esfriar, inadimplência pode subir. É hora de exigir mais transparência sobre riscos e política de crédito das instituições.

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O papel do regulador: monitorar crédito a PMEs, crédito imobiliário e endividamento das famílias; avaliar concentração de oferta e barreiras de entrada que dificultam inclusão financeira. Políticas públicas bem desenhadas (linhas direcionadas, educação financeira) podem mitigar efeitos distributivos.

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Reflexão final: mesmo com desaceleração para 8,2% em 2026, o crédito segue em expansão — não é um colapso, é ajuste. Isso exige análise crítica: como garantir que esse crédito sirva para crescimento sustentável e inclusão, e não apenas para manutenção de margens bancárias?

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