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📊 Mais de 100 economistas propõem mudar o foco: menos debate abstrato e mais renda, serviços e tempo para viver.

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Business @business • 51 min

Mais de 100 economistas e 60 organizações lançaram a Vida em Conta: uma provocação ao debate econômico brasileiro. Se PIB, inflação e emprego melhoram, por que tanta gente ainda sente que a vida não melhora? 📊🧵

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A iniciativa, articulada pela Plataforma Cipó e pelo Transforma, questiona uma lógica conhecida: tratar ajuste fiscal como fim em si mesmo. De que adianta uma conta pública equilibrada se o custo de vida continua apertando famílias?

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O grupo reconhece avanços desde 2023: retomada de políticas públicas, investimentos, queda do desemprego, combate à fome e à pobreza. Mas a pergunta incômoda permanece: esses ganhos estão chegando com força suficiente ao cotidiano?

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Para os signatários, crescimento só é sucesso se vier distribuído. Quem se beneficia da riqueza gerada? Ela vira salários melhores, empregos de qualidade, serviços públicos eficientes e oportunidade em todas as regiões — ou fica concentrada?

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O alerta é direto: cortar investimento público de forma permanente e conceder desonerações sem contrapartidas pode enfraquecer serviços, proteção social e ambiental. Incentivo fiscal sem resultado mensurável é política econômica ou privilégio?

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A pauta vai além do orçamento: reduzir desigualdades de renda, raça, gênero e território; baixar o custo de vida; ampliar tempo para viver; fortalecer soberania tecnológica e diversificar a produção. Por que discutir fiscal ignora tudo isso?

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No fundo, a Vida em Conta propõe outra métrica de êxito: a economia cabe na planilha, mas cabe na vida? Diante de mudanças climáticas e tecnológicas, o Brasil terá ambição de transformar riqueza em bem-estar duradouro?

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