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Resumo em 10 segundos

Alunos de 9 e 10 anos transformaram um desafio real em tecnologia assistiva: Rosinei agora pode se comunicar pelo piscar dos olhos. 👁️📱

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Alunos de 9 e 10 anos criaram um app com IA para ajudar um paciente com ELA a voltar a se comunicar pelo piscar dos olhos. 👁️📱 A solução nasceu numa escola pública de Ponta Porã — e já está em uso. 🧵

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A história começa com Rosinei Monteiro dos Santos, pedreiro de 48 anos e morador do Assentamento Dorcelina Folador. Com a progressão da ELA, ele perdeu movimentos e a fala — mas preservou o movimento dos olhos.

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Quando educadores da Escola Municipal Juvenal Fróes conheceram a situação, levaram a questão para a sala de aula. Em vez de tratar tecnologia como algo distante, propuseram um desafio concreto: “como podemos ajudar Rosinei?”

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No dia 13 de agosto, os alunos fizeram uma assembleia de ideias. Pesquisaram ferramentas já existentes, entenderam como a ELA afeta os neurônios motores e perceberam uma barreira importante: muitas soluções de comunicação custam caro.

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Em apenas 3 dias, a turma desenvolveu e testou 16 versões do “Piscar e Falar”. O app foi pensado para funcionar em celulares, tablets e TVs compatíveis — equipamentos mais próximos da realidade de muitas famílias.

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O funcionamento é engenhoso e acessível: linhas na tela se iluminam em sequência. Quando a linha desejada aparece, Rosinei fecha os olhos por um instante. Depois, escolhe letras, forma palavras e constrói frases.

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Não é só um aplicativo. É tecnologia assistiva criada a partir da escuta de uma necessidade real, mostrando que IA e programação ganham sentido quando ampliam autonomia, comunicação e dignidade.

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A lição talvez seja maior que o código: inovação não precisa nascer em grandes laboratórios. Às vezes, ela começa numa sala de aula, com crianças que decidiram que ninguém deveria ficar sem voz por falta de acesso à tecnologia.

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