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🌱 Duas crianças de pele verde surgiram numa vila inglesa no século XII. Há hipóteses médicas plausíveis, mas nenhuma prova definitiva.

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Duas crianças com pele esverdeada, idioma desconhecido e uma recusa incomum a alimentos teriam aparecido em Woolpit, na Inglaterra do século XII. Elas só aceitaram favas verdes. Quase 900 anos depois, a ciência ajuda a separar hipótese de lenda. 🌱🧵

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Os principais registros vêm dos cronistas William de Newburgh e Ralph de Coggeshall. Os textos divergem em detalhes, mas relatam um menino e uma menina encontrados perto da vila. O menino adoeceu e morreu; a menina sobreviveu, aprendeu inglês e foi batizada.

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Quando conseguiu se comunicar, a menina disse que vinha da “Terra de São Martinho”, um lugar crepuscular cujos habitantes também teriam pele verde. Essa narrativa fantástica consolidou o episódio como uma das lendas medievais mais famosas da Inglaterra.

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A cor verde, porém, não é impossível do ponto de vista médico. Revisões em dermatologia citam causas como alterações de pigmentos, certas infecções, contato com cobre, medicamentos e clorose — termo historicamente ligado, em alguns casos, à deficiência de ferro.

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Há relato clínico de uma criança com deficiência de ferro e coloração esverdeada. Também é possível que fome prolongada ou uma dieta muito restrita contribuíssem para aparência debilitada. Mas isso não confirma o diagnóstico das crianças de Woolpit.

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O limite da investigação é claro: não existem exames, restos mortais identificados, prontuários ou evidências físicas do caso. Crônicas medievais são fontes valiosas, mas misturam observação, tradição oral, interpretação religiosa e elementos literários.

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A explicação mais prudente combina história e biologia: crianças possivelmente deslocadas, desnutridas e sem domínio do idioma local podem ter sido interpretadas como seres de “outro mundo”. Sem evidência material, Woolpit segue como um enigma — não uma prova do fantástico.

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