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Resumo em 10 segundos

O fluxo mensal despencou após o aperto regulatório do BC. Só que, no acumulado de 2026, a demanda por cripto segue gigantesca 👀

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A demanda por criptoativos no Brasil caiu 58,4% em julho, segundo o BC 📉🧵 Foram US$ 572 milhões no mês, contra US$ 1,373 bilhão em julho do ano anterior. O detalhe: a queda veio junto de regras mais duras para as plataformas.

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E a freada foi ainda mais forte na comparação mensal: em junho, o fluxo tinha sido de US$ 2,6 bilhões. Ou seja, julho ficou quase 80% abaixo. É uma mudança brusca — e o BC liga isso diretamente à reorganização do setor.

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Na prática, as exchanges e prestadoras de serviços de ativos virtuais vão precisar seguir padrões mais próximos dos bancos: gestão de risco, capital mínimo, transparência e prevenção à lavagem de dinheiro.

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Segundo o BC, a supervisão mais intensa e as exigências de governança ajudam a explicar o recuo. Parte do mercado pode estar se adaptando; outra parte talvez não consiga ou não queira operar com regras mais claras.

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As novas normas passam a valer em 1º de janeiro de 2027. As SPSAV entram no Segmento 4 do sistema financeiro, com uma transição até junho de 2028 para aplicação integral das regras prudenciais.

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Mas calma: um julho fraco não apaga o retrato do ano. De janeiro a julho, brasileiros movimentaram US$ 15,25 bilhões em criptoativos — mais que o dobro dos US$ 7,609 bilhões do mesmo período de 2025.

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O ponto central agora é esse: regulação pode reduzir o fluxo no curto prazo, mas também separar plataformas sérias de operações opacas. Se for bem calibrada, a regra pode dar mais proteção sem fechar a porta para inovação e acesso.

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Cripto no Brasil não está encolhendo; está entrando numa fase de teste. O desafio é construir um mercado menos vulnerável a golpes e lavagem de dinheiro, sem deixar a burocracia virar privilégio das gigantes.

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