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Resumo em 10 segundos

O calor, as secas e as enchentes deixaram de ser só pauta ambiental: estão pressionando sistemas de saúde e tirando vidas. 🌡️🩺

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A crise climática está se tornando uma crise sanitária em velocidade alarmante. 🌡️🩺 O Lancet Countdown estima que o calor esteve ligado a 710 mil mortes no mundo em 2023 — e 71,5% delas teriam relação com mudanças climáticas causadas por humanos. 🧵

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O dado exige cuidado na leitura: “associadas ao calor” não significa que todas as mortes tenham uma única causa. Mas revela como altas temperaturas agravam doenças cardíacas, respiratórias e renais, além de afetarem gestação, trabalho e saúde mental.

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Os cientistas defendem reconhecer formalmente a crise climática como emergência sanitária global. A pergunta é: por que tratamos prevenção como gasto, mas aceitamos pagar a conta — em vidas, internações e desastres — depois?

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No Brasil, a seca histórica na Amazônia e as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, mostram a cadeia de danos: água contaminada, falta de atendimento, interrupção de remédios, doenças infecciosas, estresse e deslocamento de famílias.

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A exposição também não é igual para todos. Idosos, crianças, pessoas com deficiência, população de baixa renda e trabalhadores ao ar livre tendem a enfrentar mais risco — muitas vezes com menos acesso a moradia adequada, refrigeração e cuidados médicos.

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Outro sinal crítico: secas extremas atingiram 51,8% das terras do planeta em 2025, avançando em ritmo 7 vezes maior que na década anterior. Isso ameaça segurança alimentar, qualidade da água e a capacidade dos serviços de saúde responderem.

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Planos de adaptação ajudam — alerta para calor, vigilância epidemiológica, abrigos, atenção básica preparada —, mas não substituem cortar emissões. Com fósseis ainda acima de 80% da energia mundial, a poluição continua adoecendo enquanto aquece o planeta.

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A conclusão do relatório é incômoda e objetiva: saúde climática não se resolve só em hospitais. Ela depende de energia limpa, cidades menos quentes, proteção a trabalhadores e sistemas públicos capazes de chegar primeiro a quem mais precisa.

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