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Resumo em 10 segundos

Secas extremas isolam comunidades, mas a saúde ribeirinha mostra caminhos poderosos de cuidado. 🌿🚤

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A crise climática não é uma ameaça distante: na Amazônia, a seca extrema já isola comunidades e interrompe tratamentos de tuberculose e HIV. 🌿🚤🧵

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Entre 1993 e 2022, eventos climáticos extremos afetaram 5,9 bilhões de pessoas no mundo e causaram 765 mil mortes. O custo direto chegou a US$ 4,2 trilhões — mas o impacto na vida de quem perde acesso ao cuidado não cabe numa planilha.

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Em 2024, a seca severa atingiu 69% dos municípios amazônicos. Com rios rasos e embarcações encalhadas, remédios e insumos não chegam; pacientes também não conseguem alcançar os postos de saúde.

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O desafio é enorme: 3.363 municípios rurais cobrem 70% do território brasileiro e reúnem 55 milhões de habitantes. Desses, 94,81% dependem exclusivamente do SUS. Fortalecer a Atenção Primária é garantir cuidado onde ele é mais necessário.

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Na Amazônia rural, saúde se organiza por “ruas, rios e ramais”. Cada rota pede transporte, equipes e planejamento próprios. Ouvir comunidades ribeirinhas, indígenas e rurais é essencial para criar respostas que funcionem no território real.

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Há boas notícias: a Enfermagem, presente em todos os municípios, e as Unidades Básicas de Saúde Fluviais ajudam a vencer distâncias. Em Abaetetuba (PA), a cobertura da Saúde da Família nas ilhas saltou de 10,6% para 82,8% entre 2016 e 2025.

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Esse avanço prova que políticas públicas contínuas, equipes valorizadas e soluções adaptadas aos rios podem transformar vidas. Preparar o SUS para o clima também é ampliar acesso, prevenir interrupções e proteger quem está mais longe dos centros urbanos.

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A Amazônia aponta um caminho inspirador: diante de um clima mais extremo, cuidado capilar, ciência e saberes do território podem aproximar a saúde de cada comunidade. Resiliência, aqui, tem nome: SUS presente. 💚

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