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Resumo em 10 segundos

🩺 A capital aderiu a duas políticas que ampliam o cuidado integral: uma para adolescentes em medidas socioeducativas e outra para os primeiros anos de vida.

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Cuiabá formalizou adesão a duas iniciativas de saúde voltadas a quem mais precisa de cuidado contínuo: adolescentes no sistema socioeducativo e crianças na primeira infância. 🩺🧵

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A primeira é a PNAISARI, política nacional para adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. Na prática, ela organiza o acesso a consultas, prevenção, saúde bucal, vacinação e, principalmente, saúde mental.

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Por que isso importa? Muitos desses jovens chegam ao sistema após vivências de violência, abuso, abandono ou uso problemático de drogas. Cuidar da saúde não apaga essas experiências, mas pode abrir caminhos reais de reconstrução.

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A Casa de Semiliberdade terá a USF Novo Mato Grosso como unidade de referência. O planejamento considera cerca de 65 adolescentes por mês — um número que precisa entrar na organização concreta das equipes e dos atendimentos.

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O ponto-chave é a integração: Município e Estado precisam alinhar os fluxos. Sem referência definida, prontuário, acompanhamento e continuidade após a medida, o atendimento vira ação isolada em vez de cuidado integral.

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A segunda adesão envolve a Unidade Amiga da Primeira Infância (UAPI), iniciativa do UNICEF em parceria com o Ministério da Saúde. A proposta fortalece serviços para crianças pequenas justamente na fase mais decisiva do desenvolvimento.

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Primeira infância não é só pediatria: inclui acolher famílias, acompanhar crescimento e desenvolvimento, orientar alimentação, vacinação, vínculos afetivos e identificar cedo situações de violência ou atraso no desenvolvimento.

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A lição é simples: saúde pública funciona melhor quando chega antes da crise e não exclui ninguém pelo lugar onde nasceu ou pela trajetória que viveu. Cuidado na infância e na adolescência é também prevenção para toda a cidade.

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