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Resumo em 10 segundos

A rede especializada quase dobrou em três anos. Um avanço que alia ciência, alívio do sofrimento e cuidado mais humano. 💙

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O Brasil quase dobrou seus serviços de cuidados paliativos em só 3 anos: foram de 234 programas, em 2022, para 423 em 2025. 💙 É um salto importante para uma medicina que trata sintomas, sofrimento e pessoas — não apenas doenças. 🧵

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A necessidade é enorme: mais de 625 mil brasileiros precisam de cuidados paliativos todos os anos, segundo a ANCP. Com o envelhecimento populacional e o avanço de doenças crônicas, estruturar essa rede é uma das grandes missões da saúde baseada em evidências.

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E um ponto essencial: cuidados paliativos NÃO significam desistir de tratar. Eles podem começar desde o diagnóstico de uma doença grave, ajudando a controlar dor e outros sintomas, apoiar a saúde emocional e orientar decisões junto à família.

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O atendimento ideal é multiprofissional: medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia, serviço social e outras áreas trabalhando juntas. Essa integração torna o cuidado mais seguro, individualizado e humano para pacientes e familiares.

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O desafio agora é fazer o avanço chegar a todos. Hoje, 40% dos programas estão no Sudeste; o Norte tem apenas 3%. Além disso, 65% funcionam em capitais. Expandir equipes e formação no interior é decisivo para reduzir essa distância.

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O cenário é global: a OMS estima que só cerca de 14% das pessoas que precisam de cuidados paliativos no mundo conseguem recebê-los. O crescimento brasileiro mostra que é possível avançar — com planejamento, qualificação e acesso mais justo.

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A grande virada é cultural e científica: cuidar também é aliviar, escutar e preservar autonomia. Cada novo serviço bem estruturado pode significar mais qualidade de vida em momentos complexos — para pacientes, famílias e toda a rede de saúde. ✨

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