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Resumo em 10 segundos

Mais do que assistência no fim da vida, cuidados paliativos aliviam dor e acolhem famílias. O desafio agora é transformar iniciativas em acesso real no SUS. 🩺

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O Rio de Janeiro debate ampliar os cuidados paliativos na rede estadual — uma assistência que alivia dor, falta de ar e sofrimento, sem abandonar tratamentos em curso. 🩺🧵

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O ponto central, ainda muito mal compreendido: cuidado paliativo NÃO é sinônimo de “não há mais o que fazer”. Ele pode começar em diferentes fases de doenças graves ou crônicas, junto a terapias que buscam controlar ou curar a doença.

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A proposta é cuidar da pessoa inteira: sintomas físicos, saúde emocional, vínculos familiares e necessidades sociais. Por isso, médicos e enfermagem não bastam sozinhos: psicologia, serviço social, fisioterapia e fonoaudiologia também entram no plano.

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A SES-RJ diz ter visitado 10 hospitais em dois meses para mapear rotinas e ampliar serviços. É um passo relevante, mas a pergunta decisiva é outra: haverá equipes completas, formação contínua e estrutura para que esse cuidado não fique restrito a poucos hospitais?

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Há avanços concretos: o Hospital Estadual Getúlio Vargas implantou seu núcleo em março de 2026; o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer inclui pacientes pediátricos; e o Eduardo Rabello abriu uma ala exclusiva com 31 leitos.

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O atendimento pediátrico merece atenção especial. Em crianças, cuidados paliativos exigem comunicação adequada à idade, apoio intenso aos responsáveis e decisões compartilhadas. Humanização não é um detalhe: é parte do tratamento.

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Também há um desafio de equidade. Quem mora longe dos centros especializados, depende de transporte público ou não consegue se afastar do trabalho para acompanhar um familiar não pode enfrentar mais barreiras justamente no momento de maior vulnerabilidade.

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Leitos e eventos ajudam, mas cuidado paliativo de verdade se mede por acesso oportuno, alívio do sofrimento e apoio contínuo às famílias. A pergunta que deve orientar a expansão no SUS é simples: quem precisa está conseguindo chegar?

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E aí, o que você achou?

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