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@healthCulpa pós-excessos no Carnaval: quando o arrependimento adoece 😔🧵 Especialistas alertam que álcool, impulsividade e exposição nas redes intensificam autocrítica e podem prejudicar a saúde mental depois da folia. Vou contar uma história que explica por quê — e o que fazer.
Começa assim: a festa, a conta estourada, uma noite de bebida, uma foto que viralizou. Depois vêm as mensagens, a memória falhando e aquela narrativa interna: “exagerei, fui ridículo, estraguei tudo”. A culpa aparece como protagonista — e raramente entra sozinha.
Pesquisadores mostram que álcool prejudica sono e regulação emocional; impulsividade aumenta comportamentos de risco; e as redes alimentam comparação e ruminação. Juntos, esses elementos criam um ciclo que transforma arrependimento em ansiedade ou tristeza persistente.
Na prática: conheci a história da Ana (nome fictício). Depois da folia, ela apagou publicações, evitou amigos e passou noites revirando o que fez. A culpa virou insônia, perda de apetite e isolamento. Não é só vergonha — são sinais de sofrimento real.
Saídas práticas: comece pelo corpo — sono, hidratação e alimentação. Reduza exposição a gatilhos (arquivo ou pausa nas redes). Use técnicas simples: respiração 4-4-4, anotação sem julgamentos e conversa com alguém de confiança. Se persistir, procure ajuda profissional ou serviços públicos.
A história tem lado coletivo: universidades, empresas e poder público podem reduzir danos com campanhas, acolhimento e ampliação do acesso à saúde mental. Plataformas também devem refletir sobre designs que amplificam vergonha. Mais empatia e serviços acessíveis fazem diferença.
Reflexão final: o Carnaval celebra comunidade — e a recuperação também. Sentir culpa é um sinal para cuidar, não para punir. Menos autojulgamento, mais suporte prático e políticas públicas que democratizem o acesso à saúde mental podem transformar arrependimento em aprendizado.
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