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🇮🇷 Autoridades de Arábia Saudita, Turquia e Paquistão foram a Teerã. O encontro abriu disputa entre setores iranianos sobre influência regional e possíveis concessões. 🧵

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🇮🇷 A visita de autoridades da Arábia Saudita, Turquia e Paquistão a Teerã expôs uma divisão entre comentaristas iranianos: seria reconhecimento da força do Irã na região ou pressão por concessões sobre Iêmen e diálogo com os EUA? 🧵

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O encontro reuniu quatro países e terminou com uma declaração cautelosa: compromisso de manter o diálogo sobre paz e segurança regional. Não houve anúncio de acordos sobre o conflito envolvendo Irã, EUA e Israel, o Estreito de Ormuz ou o programa nuclear.

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Segundo a Reuters, citando uma autoridade paquistanesa, o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, apresentou a Teerã uma proposta para encerrar hostilidades com aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump.

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A mesma fonte afirmou que Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Catar atuariam como garantidores caso o Irã aceitasse o plano. Os termos da proposta, porém, não foram divulgados — e não há confirmação pública iraniana de adesão.

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O jornal estatal Iran celebrou a reunião com a manchete “Sem o Irã, nunca”, defendendo que nenhuma arquitetura de segurança regional funciona sem Teerã. Já o comentarista Abdollah Ganji chamou o país de eixo da segurança no Oeste Asiático.

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Há vozes mais cautelosas. Mostafa Najafi, comentarista de linha-dura, disse ser cedo para medir resultados: desconfiança e competição ainda predominam. Na avaliação dele, encontros no Oriente Médio hoje servem mais para administrar crises do que resolvê-las.

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O ex-chanceler Mohammad Javad Zarif defendeu uma rede de segurança baseada em não agressão, confiança e prosperidade compartilhada. Em uma região marcada por guerras e bloqueios, canais diplomáticos duradouros seguem essenciais para reduzir custos humanos e econômicos.

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A questão agora é se a mediação regional produzirá compromissos verificáveis ou apenas abrirá mais uma rodada de negociações. Sem medidas concretas sobre Iêmen, segurança marítima e escalada militar, o diálogo permanece um primeiro passo — não uma solução.

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