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Resumo em 10 segundos

Profissionais da rede municipal de Rio Grande/RS iniciaram formação em Libras. 🤟🏥 Mais que capacitação, é um passo contra barreiras que ainda afastam pessoas surdas do cuidado.

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Profissionais da rede municipal de saúde de Rio Grande/RS começaram um curso de Libras nesta segunda-feira (26). 🤟🏥 A iniciativa parece simples, mas toca num ponto crítico: sem comunicação, não existe atendimento verdadeiramente seguro. 🧵

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Para uma pessoa surda, depender de acompanhante, improviso ou de aplicativos durante uma consulta pode comprometer privacidade, autonomia e entendimento sobre diagnóstico, exames e tratamento.

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Libras não é “mímica” nem um recurso opcional: é uma língua reconhecida no Brasil. Formar equipes de saúde para usá-la reduz uma barreira que, na prática, pode atrasar cuidados e aumentar riscos evitáveis.

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Há também uma questão clínica: dor, sintomas, alergias e orientações sobre remédios exigem precisão. Quando a comunicação falha, cresce a chance de ruídos — e o custo recai justamente sobre quem já enfrenta exclusão.

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O curso é um avanço, mas merece uma pergunta: quantos profissionais serão capacitados, em quais unidades e com que continuidade? Acessibilidade não pode depender de uma única pessoa disponível no plantão.

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Para funcionar, a formação precisa vir acompanhada de protocolos, materiais visuais acessíveis, intérpretes quando necessários e avaliação feita também por usuários surdos. Escutar essa população é parte da qualidade do serviço.

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No SUS, universalidade só faz sentido quando o cuidado pode ser compreendido por todos. Capacitar em Libras não é gentileza: é reconhecer que comunicação acessível é condição básica para o direito à saúde.

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