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💧 Mais de 80 mil sírios dependem de um sistema de água ameaçado, enquanto políticas migratórias ampliam riscos pelo mundo.

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No deserto da Jordânia, mais de 80 mil sírios vivem em Zaatari — o maior campo de refugiados sírios do mundo. Agora, a água e o saneamento que sustentam essa cidade improvisada podem parar em poucos meses. 💧🧵

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Mais da metade dos moradores são crianças. Muitas nasceram ali e nunca conheceram outro lar além das ruas do campo, moldadas por uma guerra da qual suas famílias fugiram.

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O alerta do UNICEF é direto: o programa de água e saneamento está 90% sem financiamento. Com menos chuva, pouca água subterrânea e demanda crescente, os poços precisam ser perfurados 7 a 10 metros mais fundo a cada ano.

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Não é só uma conta de infraestrutura. Sem água segura e banheiros funcionando, aumentam os riscos de doenças e se aprofunda a instabilidade de famílias que já perderam casa, renda e futuro previsível.

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A milhares de quilômetros dali, especialistas independentes da ONU denunciam outra rota de vulnerabilidade: os EUA já enviaram ao menos 23 mil migrantes e solicitantes de asilo a 29 países e territórios terceiros.

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Segundo os especialistas, transferir pessoas para locais onde não têm vínculos — alguns marcados por conflitos e pobreza — pode desencadear tortura, perseguição e desaparecimentos. Mulheres, crianças, pessoas com deficiência e população LGBT estão entre os mais expostos.

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A história tem o mesmo ponto de partida: ninguém deveria ter de escolher entre água, proteção ou segurança. Ajuda humanitária previsível e políticas migratórias com garantias legais não são favores; são o mínimo para preservar dignidade.

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