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Resumo em 10 segundos

O tema voltou ao centro da disputa presidencial após ser citado no debate. Entenda, em ordem, o que as investigações apontaram — e por que o caso segue relevante. 🧵

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As “rachadinhas” voltaram ao palco eleitoral após serem citadas no debate entre Lula e Flávio Bolsonaro. Mas a história começou bem antes, nos corredores da Alerj, no Rio. 🧵

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“Rachadinha” é o nome dado ao repasse de parte — ou de todo — salário de assessores a um político ou pessoa indicada por ele. Não é apenas uma expressão popular: conforme o caso, a prática pode envolver peculato, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.

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As acusações se referem ao período em que Flávio Bolsonaro foi deputado estadual, cargo que ocupou por 16 anos até 2018. Naquele último ano, relatórios do Coaf apontaram movimentações financeiras consideradas suspeitas na conta de Fabrício Queiroz, seu ex-assessor.

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Em 2020, o MP-RJ denunciou Queiroz como suposto operador de um esquema no gabinete. A denúncia citava 12 funcionários que seriam “fantasmas”: eles teriam recebido R$ 6,1 milhões; ao menos R$ 2 milhões foram repassados à conta de Queiroz, segundo os promotores.

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A investigação também registrou cerca de R$ 2 milhões sacados em espécie das contas desses funcionários. Para o MP, parte dos valores teria sido destinada à organização investigada e beneficiado Flávio Bolsonaro e pessoas próximas. São alegações da acusação, contestadas pela defesa.

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Outro ponto citado pelos promotores: Queiroz teria pago em dinheiro vivo 169 boletos — incluindo escola e plano de saúde da família — entre 2013 e 2018. O total informado foi de R$ 247 mil, sem correção pela inflação.

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Flávio, Queiroz e 15 ex-assessores foram denunciados por supostos crimes como peculato, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e organização criminosa. O processo teve reviravoltas judiciais a partir de 2022, enquanto o debate público ressurgiu agora.

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Mais que uma disputa de versões, o caso expõe uma pergunta essencial: quem fiscaliza o uso de recursos públicos e os gabinetes parlamentares? Transparência, investigação independente e instituições fortes são proteção para quem paga a conta: a população.

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