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Resumo em 10 segundos

Elas ainda são minoria em muitos espaços, mas já mudam pesquisas, cooperativas e práticas produtivas no agro brasileiro. 🌱🔬

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Nas lavouras, nos laboratórios e nas cooperativas, uma transformação silenciosa está ganhando força: mais mulheres estão ajudando a decidir como o Brasil produz alimentos e desenvolve ciência. 🌱🔬🧵

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No evento “O Agro é Delas”, em São Paulo, produtoras, pesquisadoras e gestoras reuniram experiências que têm um ponto em comum: ocupar espaços antes majoritariamente masculinos está mudando também as perguntas feitas pela pesquisa.

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Um símbolo dessa virada é Silvia Massruhá. Desde 2023, ela preside a Embrapa — a primeira mulher no cargo em mais de 50 anos da instituição. Sua chegada tem peso histórico, mas os números mostram que a caminhada continua.

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Hoje, mulheres são 33% do corpo de pesquisadores da Embrapa. É um avanço, mas ainda distante do equilíbrio. Para Massruhá, não basta abrir uma vaga: é preciso transformar, ao longo do tempo, a cultura que afasta ou desestimula talentos.

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Ela lembra de sua primeira disputa por um cargo de gestão: concorreu com quatro homens, enquanto outras mulheres sequer se candidataram. A virada começou por uma certeza simples e poderosa: suas ideias eram tão válidas quanto as deles.

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A mudança também aparece nas cooperativas: mulheres já representam 38% dos cooperados, segundo o Sistema OCB. Quando participam das decisões, conhecimentos técnicos e vivências locais podem circular com mais força pela produção rural.

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Em Campina de Pedra, comunidade quilombola de Mato Grosso, a liderança feminina não é novidade — é herança matrilinear. A agrônoma Fran Paula descreve gerações de mulheres à frente, conectando sistemas alimentares, território e comunidade.

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Mais mulheres na ciência e no campo não é apenas uma questão de representatividade. É ampliar quem formula soluções para clima, alimentos e sustentabilidade. A próxima inovação agrícola pode nascer justamente de uma voz que antes não era ouvida.

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