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🧬 A pesquisa de Virginia Picanço e Castro mira terapias que treinam o próprio sistema imunológico para atacar tumores — e expõe o que falta para levá-las a mais pacientes.

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Cientista de Ribeirão Preto pesquisa células geneticamente modificadas para reconhecer e atacar tumores. 🧬🧵 Virginia Picanço e Castro, do Hemocentro, atua com CAR-T e CAR-NK — uma das fronteiras mais promissoras da imunoterapia contra o câncer.

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A ideia parece ficção científica, mas é biologia aplicada: células de defesa são coletadas e modificadas para identificar alvos específicos nas células doentes. Em vez de um ataque amplo, busca-se uma resposta mais dirigida.

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Nas terapias CAR-T, linfócitos T recebem em laboratório um receptor capaz de “enxergar” marcadores do tumor. Já as CAR-NK usam células NK, outra linha de defesa do organismo, com potencial de ampliar as estratégias disponíveis.

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O ponto crítico é que promessa não é sinônimo de solução universal. Terapias celulares podem ter efeitos adversos relevantes, funcionar melhor em alguns tipos de câncer do que em outros e exigem testes clínicos rigorosos antes de chegar à rotina.

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O diferencial da trajetória de Virginia está na pesquisa translacional: conectar bancada, estudos pré-clínicos, produção, regulação e atendimento. É o caminho difícil entre uma descoberta elegante e um tratamento seguro para pessoas reais.

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Também há uma questão de acesso. Produzir terapias avançadas demanda infraestrutura, equipes altamente especializadas e regulação sólida. Sem investimento público contínuo e capacidade nacional de fabricação, inovação pode ficar restrita a poucos centros e pacientes.

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Reconhecida em 2026 pela International Society for Cell & Gene Therapy, Virginia ajuda a evidenciar uma virada importante: o Brasil não precisa ser apenas consumidor de biotecnologia. Mas transformar excelência científica em cuidado acessível ainda é o verdadeiro teste.

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