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Resumo em 10 segundos

Uma conversa de família virou tecnologia para revisar prescrições e apoiar profissionais de saúde. 🏥🤖

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De fuçar num computador “made in Paraguai” a criar IA para reduzir riscos em hospitais: a trajetória de Ana Helena Ulbrich e Henrique Dias mostra como uma conversa em família pode virar inovação de impacto. 🤖🏥🧵

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Nos anos 1980, Henrique e os irmãos desmontavam computadores, montaram uma lan house improvisada e até buscavam wi-fi pela vizinhança em Porto Alegre. A curiosidade que nasceu no sobrado da família ganharia, décadas depois, uma missão bem maior.

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Em 2017, durante um almoço, Ana Helena — farmacêutica hospitalar — contou o peso de sua rotina: pouco tempo para checar dosagens, interações e possíveis sobredoses antes de um medicamento chegar ao paciente.

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A angústia era concreta: no Brasil, seis pessoas morrem por dia por eventos adversos em hospitais, segundo dados da ONA baseados em informações da Anvisa de 2024. Parte desses episódios pode ser evitada com protocolos seguros.

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Henrique, formado em ciência da computação, mudou a rota do doutorado. Em vez de manter a pesquisa distante da rotina hospitalar, decidiu criar uma ferramenta capaz de encontrar riscos em prescrições e prontuários.

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Assim nasceu a NoHarm — “sem dano” —, Instituto de Inteligência Artificial na Saúde. A tecnologia analisa prescrições com base científica atualizada e alerta equipes sobre riscos como dosagem inadequada e interações medicamentosas.

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A solução, oferecida gratuitamente ao SUS, não substitui farmacêuticos nem médicos: busca devolver tempo e informação para decisões mais seguras. É uma visão potente de IA: menos promessa abstrata, mais apoio concreto a quem cuida de milhões de pessoas.

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