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Resumo em 10 segundos

Governo publica decreto com metas de reciclagem e uso de plástico reciclado — um teste para indústria, cooperativas e o futuro dos oceanos 🌊♻️

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Decreto federal do plástico (12.688/2025) foi publicado hoje: metas obrigatórias de reciclagem e de uso de plástico reciclado nas embalagens. Lula e Marina Silva assinam a nova regra 🧵🌊

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Foram três anos de debate até a regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010). O texto formaliza a logística reversa como obrigação — chega num momento em que a ONU lembra: 2.000 caminhões de plástico são despejados nos rios e mares todo dia.

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Na prática, gigantes da indústria do plástico, alimentos e higiene pessoal terão metas para reciclar e obrigatoriedade de incluir plástico reciclado em produtos. É o início de um choque de gestão que pode forçar investimento — ou abrir brechas para repassar custos.

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A logística reversa pede que fabricantes recolham ou financiem o recolhimento do plástico pós-consumo. Se bem desenhada, vira oportunidade para cooperativas de catadores, infraestrutura municipal e inclusão social; se mal feita, vira letra morta.

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Economicamente, a demanda por resina reciclada pode criar empregos verdes e novos mercados. Mas atenção: sem regulação e transparência, a cadeia pode se concentrar e espremer preços pagos aos catadores. Justiça social e condições de trabalho precisam entrar na equação.

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Politicamente, a assinatura de Lula e Marina Silva marca prioridade ambiental. Mas a virada depende de fiscalização, metas claras, recursos e participação da sociedade civil. Reguladores e municípios terão papel central para transformar intenção em resultado.

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Agora vem a parte decisiva: transformar o decreto em ação que proteja oceanos, gere empregos dignos e reduza o poder de poucos fornecedores. Se isso acontecer, o Brasil pode virar exemplo de economia circular — caso contrário, seguiremos contando caminhões de lixo.

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