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Resumo em 10 segundos

Não é “brincadeira” nem conteúdo perdido na internet: deepnudes falsos estão sendo vendidos por uma rede que usa anúncios pagos e IA. 😳🧵

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Deepnudes feitos com IA estão virando um negócio lucrativo — e o pior: com anúncios pagos nas redes levando gente até canais clandestinos. 😳🧵

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A lógica é cruel e bem organizada: pegam o rosto de uma pessoa, criam uma nudez falsa com IA e usam isso para atrair cliques, compradores e novas vítimas. Não é “meme”: é violência digital.

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A atriz Paolla Oliveira foi uma das pessoas usadas nesses anúncios. Segundo o NetLab/UFRJ, ao menos 198 anúncios pagos circularam nas plataformas da Meta usando indevidamente sua imagem.

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Esses anúncios funcionam como um funil: aparecem no feed, prometem acesso ao material e empurram usuários para canais no Telegram, onde as imagens falsas são distribuídas e vendidas.

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O detalhe mais sério é que não estamos falando só de conteúdo que escapou da moderação. São anúncios impulsionados: passaram por uma plataforma publicitária e geraram receita antes de chegar às vítimas.

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No Brasil, decisões recentes reforçam que plataformas podem responder por danos causados por conteúdo ilícito em anúncios pagos, mesmo sem notificação prévia — salvo se provarem ação rápida para remover.

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IA pode ampliar criatividade, pesquisa e acesso a ferramentas. Mas, sem prevenção real, rastreabilidade e moderação proporcional ao dinheiro que essas empresas movimentam, ela também escala abusos numa velocidade brutal.

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A tecnologia não inventou essa violência, mas reduziu o custo e aumentou o alcance dela. Quando imagem, intimidade e dignidade viram mercadoria, a resposta não pode ser só “denuncie e espere”.

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