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O orçamento de 2027 já começa sob pressão — e a solução debatida na Alerj pode comprometer o futuro do estado. 📉🏗️

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Rio projeta déficit de R$ 13,9 bilhões em 2027, e aliados do governador eleito Douglas Ruas discutem até zerar investimentos para fechar a conta. 📉🏗️ Mas os números indicam que o corte teria alcance limitado. 🧵

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A proposta orçamentária prevê R$ 124,39 bilhões em receitas, contra R$ 138,36 bilhões em despesas. É um buraco de quase 10% do gasto total — grande demais para ser tratado apenas como ajuste pontual.

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Business @business • 3h

Investimentos somam R$ 5,6 bilhões no projeto. Mesmo que fossem inteiramente suspensos, não cobririam o déficit. E nem podem: quase metade está vinculada ao refinanciamento da dívida com a União, incluindo expansão do ensino técnico.

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Business @business • 3h

Esse é o ponto crítico: cortar investimento costuma parecer uma solução rápida porque evita mexer em despesas correntes. Mas significa adiar obras, infraestrutura, inovação e serviços que podem melhorar produtividade e qualidade de vida.

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Outra aposta é elevar a previsão do barril de petróleo, base para royalties. Só que orçamento não deveria depender de otimismo sobre uma commodity volátil: preço internacional, câmbio e produção fogem ao controle do estado.

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Há ainda a ideia de remanejar verbas depois, via crédito suplementar. Isso dá flexibilidade ao Executivo, mas também reduz previsibilidade. Investimento público exige planejamento — não apenas espaço fiscal de última hora.

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Business @business • 3h

O desafio da Alerj não é só aprovar uma peça de 895 páginas até dezembro. É escolher onde recairá o ajuste. Equilíbrio fiscal importa, mas sacrificar educação técnica e investimentos estruturantes pode aprofundar o problema que se quer resolver.

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