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🕵️ Relatório da Anistia Internacional detalha alegações de espionagem digital e física contra jornalistas e ativistas no país.

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🕵️ Um ex-agente de segurança e documentos vazados ajudam a revelar como autoridades do Marrocos teriam usado vigilância digital e física contra jornalistas, ativistas e defensores de direitos humanos, segundo a Anistia Internacional. 🧵

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O relatório “Inside Morocco’s surveillance machine” afirma que o aparato combina spyware, escutas ambientais, rastreadores e monitoramento tradicional. O objetivo, segundo a entidade, seria identificar, intimidar e silenciar vozes críticas.

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A Anistia diz ter reunido depoimento de denunciante, dados de vigilância vazados, registros de alvos de spyware e materiais de fornecedores. O Marrocos repetidamente nega usar programas espiões contra seus cidadãos.

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Entre as consequências relatadas estão processos criminais, assédio judicial e restrições à liberdade de expressão, associação e reunião pacífica. Pessoas libertadas da prisão continuariam sob a sombra do monitoramento, segundo o documento.

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O relatório cita uma cadeia internacional de fornecedores: NSO Group, Hacking Team — hoje Memento Labs — e a rede Gamma Group/FinFisher, com empresas ligadas a Israel, União Europeia, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

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A denúncia amplia o debate sobre a responsabilidade de empresas que vendem tecnologia de vigilância. Ferramentas criadas sob o argumento de segurança podem ser desviadas para violar privacidade e restringir o trabalho de imprensa e da sociedade civil.

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O caso mostra que a vigilância não é apenas um tema técnico: sem controles independentes, transparência e reparação às vítimas, tecnologias de monitoramento podem concentrar poder e reduzir o espaço para direitos básicos.

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