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Resumo em 10 segundos

A história de uma mãe que viveu o luto pelo VSR e, na segunda gravidez, recebeu pelo SUS uma vacina antes inacessível. 💙

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Maitê tinha 2 meses e 15 dias quando morreu por complicações do VSR. Na gravidez seguinte, a mãe, Eshiley Campos, recebeu pelo SUS a vacina que não conseguiu pagar antes. Uma história de luto, prevenção e nova chance. 💙🧵

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Eshiley trabalha em uma farmácia em São João da Boa Vista (SP). Na primeira gestação, já temia que a filha adoecesse: via tosses e resfriados passarem pelo balcão todos os dias. Quando Maitê nasceu, ela redobrou os cuidados em casa.

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Maitê quase não chorava. O primeiro alerta foi uma tosse, sem febre. Depois, a piora veio rápida: bronquiolite, quadro frequentemente causado pelo vírus sincicial respiratório, o VSR.

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Nos bebês, o VSR pode inflamar os bronquíolos — pequenas vias que levam o ar aos pulmões. Quando incham, respirar vira um esforço. O vírus está entre as principais causas de internação respiratória nos primeiros anos de vida.

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Depois da morte de Maitê, veio outra gravidez. E com ela, Helena. Desta vez, Eshiley recebeu a vacina contra o VSR pelo SUS — uma proteção que, na gestação anterior, estava limitada à rede privada e fora de seu alcance.

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A vacinação na gestação permite que anticorpos sejam transferidos para o bebê, ajudando a protegê-lo nos primeiros meses, justamente quando ele é mais vulnerável às formas graves da doença. Não substitui acompanhamento médico, mas amplia a prevenção.

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Helena hoje tem seis meses, chora, apronta e ocupa a casa inteira. Para Eshiley, esse barulho cotidiano carrega alívio. A história lembra que acesso à imunização não deveria depender de quanto uma família pode pagar.

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