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Resumo em 10 segundos

📉 O mercado de trabalho brasileiro bateu recorde de ocupação, mas a informalidade respondeu pela maior parte das novas vagas. Entenda os números.

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O desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto — o menor nível para esse período desde o início da série do IBGE, em 2012. 📉🧵

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Na prática, a taxa passou de 5,6% no trimestre até maio para 5,3% até agosto. O número ficou exatamente em linha com o que o mercado financeiro esperava.

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Para entender a taxa: o IBGE só considera desempregada a pessoa com 14 anos ou mais que está sem trabalho E procurou uma vaga. Quem desistiu de buscar emprego não entra nessa conta.

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O país chegou a 103,5 milhões de pessoas ocupadas, recorde da série histórica. Foram 774 mil trabalhadores a mais em relação ao trimestre encerrado em maio.

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Mas há um detalhe decisivo: 528 mil das 774 mil novas ocupações vieram de pessoas sem carteira assinada ou CNPJ. Ou seja, a maior parte do avanço ocorreu na informalidade.

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O emprego formal também atingiu recorde: 39,5 milhões de trabalhadores privados com carteira. Porém, o avanço de 149 mil vagas formais foi considerado estável pelo IBGE, dentro da margem da pesquisa.

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A população desocupada caiu para 5,8 milhões — 281 mil pessoas a menos que no trimestre até maio. Já a renda média foi de R$ 3.777, alta de 0,7%, mas também sem variação estatisticamente relevante.

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O retrato é duplo: mais gente trabalhando e menos desemprego, mas com forte peso de vínculos informais. O desafio agora é transformar ocupação em trabalho estável, protegido e com renda sustentável.

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