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☕ Do solo à xícara, o café movimenta culturas e economias — mas os riscos ainda pesam mais sobre quem o produz.

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☕ Em 1º de outubro, a ONU destaca o Dia Internacional do Café — uma bebida que conecta culturas e economias, mas cuja cadeia ainda distribui renda e riscos de forma desigual. 🧵

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O café é o produto tropical mais comercializado do mundo e uma das bebidas mais consumidas. Cerca de 80% da produção global vem de até 25 milhões de famílias agricultoras, sobretudo em países em desenvolvimento.

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Brasil, Vietnã e Colômbia lideram a produção. Já União Europeia e Estados Unidos são os maiores mercados importadores e consumidores — um retrato de como produção e consumo estão geograficamente separados.

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Por trás de cada xícara há trabalho no plantio, colheita, processamento, transporte, torra e venda. Porém, pequenos produtores frequentemente enfrentam preços instáveis, custos crescentes e uma parcela limitada do valor final.

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A crise climática amplia a pressão: mudanças no regime de chuvas, temperaturas mais altas, pragas, doenças e degradação do solo podem afetar qualidade, produtividade e renda nas regiões cafeeiras.

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A ONU designou 1º de outubro como Dia Internacional do Café pela resolução 80/248. A proposta é reunir governos, produtores, trabalhadores, empresas e comunidades para uma cadeia mais resiliente, sustentável e justa.

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O café colombiano, reconhecido pela UNESCO como paisagem cultural, mostra que essa produção também preserva saberes, territórios e tradições. A próxima xícara começa na semente — e depende de condições dignas para quem a cultiva.

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