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Resumo em 10 segundos

🚗 No Dia Sem Carro, Caxias do Sul é convidada a olhar além do volante: quem ocupa as ruas e quem fica sem alternativa?

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🚗 Dia Sem Carro propõe uma pergunta incômoda a Caxias do Sul: a cidade foi desenhada para as pessoas ou para os automóveis? 🧵

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A data, celebrada em 22 de setembro, não prega que ninguém abandone o carro de uma hora para outra. O ponto é outro: entender por que tantas tarefas básicas — trabalhar, estudar, cuidar da saúde — parecem impossíveis sem dirigir.

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Essa dependência não surgiu por acaso. Desde os anos 1950, a industrialização automobilística, a expansão das rodovias e obras como avenidas e viadutos colocaram o carro no centro do planejamento brasileiro.

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O efeito foi visível: mais espaço para circulação e estacionamento; menos prioridade para trilhos, ônibus, calçadas confortáveis e travessias seguras. A escolha urbana foi coletiva, mas seus custos recaem sobre todos.

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Como observa Ana Cristina Fachinelli Bertolini, da UCS, o Dia Sem Carro é menos uma campanha “contra o carro” e mais um exercício para imaginar outros usos para o espaço urbano — especialmente o que hoje fica parado em vagas.

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A questão também é de acesso. Quem não tem carro — por renda, idade, deficiência ou escolha — depende de transporte público confiável, calçadas acessíveis e segurança viária. Mobilidade não pode ser um privilégio de quem dirige.

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Restringir carros sem oferecer alternativas seria injusto. Mas manter uma cidade dependente deles também cobra caro: congestionamento, poluição, sinistros e tempo perdido. O desafio é ampliar escolhas reais, não impor culpas.

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O Dia Sem Carro vale como teste mental: se uma rua tivesse menos vagas, poderia ter mais árvores, ônibus eficientes, ciclovias e gente circulando. A pergunta não é “carro ou cidade”. É: que cidade queremos caber?

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E aí, o que você achou?

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