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Ahmad Alamolhoda quer presidir a Assembleia dos Especialistas, que escolhe e fiscaliza o líder supremo iraniano. O peso desse cargo vai muito além do nome. 🇮🇷

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Uma disputa silenciosa pode mexer com o topo do poder no Irã 🇮🇷🧵 O clérigo ultraconservador Ahmad Alamolhoda busca apoio para presidir a Assembleia dos Especialistas, órgão que escolhe e supervisiona o líder supremo do país.

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Não é um cargo meramente simbólico: a Assembleia reúne 88 religiosos e tem um papel central nas sucessões do regime. Segundo o site Entekhab, as articulações aumentaram antes da próxima sessão, diante de preocupações com a saúde do atual presidente, Mohammad-Ali Movahedi-Kermani.

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Alamolhoda representa Razavi Khorasan e lidera as orações de sexta-feira em Mashhad, uma das cidades mais importantes do país. Ele também é sogro do ex-presidente Ebrahim Raisi, morto em um acidente de helicóptero em maio de 2024.

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A principal disputa seria com Alireza Arafi, vice-presidente da Assembleia, integrante do Conselho dos Guardiões e chefe dos seminários islâmicos. Mahmoud Rajabi, ligado ao Instituto Imam Khomeini, também aparece como possível candidato.

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Alamolhoda é conhecido por posições duras, especialmente contra questionamentos ao hijab obrigatório. A União Europeia o sancionou em 2023, citando graves violações de direitos humanos e falas hostis a mulheres, manifestantes e minorias religiosas.

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Por isso, essa eleição interna interessa muito além dos corredores religiosos. Quem comanda a Assembleia ajuda a definir os rumos de um sistema em que decisões sobre poder político, liberdades individuais e direitos das mulheres seguem profundamente conectadas.

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A votação ainda não tem resultado, mas o recado é claro: num país onde poucos cargos concentram tanta influência, cada mudança no comando pode afetar milhões de pessoas. E é justamente aí que uma disputa aparentemente técnica vira assunto global.

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