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Juliana Brizola propõe renegociar a dívida gaúcha e redirecionar recursos. Mas a conta fecha — e quem fiscaliza? 💰🌧️

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Pagar juros ou reconstruir o Rio Grande do Sul? 💰🌧️🧵 Juliana Brizola defende renegociar a dívida do Estado com a União, reduzir juros e usar parte do dinheiro em infraestrutura, saneamento, segurança e educação profissional.

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A proposta mira o Propag, programa federal que permite renegociar débitos estaduais em até 30 anos. Em certas condições, os juros podem cair — ou até zerar. Mas quais contrapartidas o RS teria de cumprir para obter esse alívio?

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A pergunta central é simples: faz sentido um Estado afetado por enchentes direcionar bilhões ao serviço da dívida enquanto pontes, estradas, moradias e sistemas de drenagem exigem reconstrução? Ou a renegociação só empurra o problema adiante?

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Brizola também quer prorrogar o Fundo de Reconstrução do RS e melhorar o uso dos cerca de R$ 6 bilhões disponíveis. O Vale do Taquari, devastado em 2023 e 2024, é citado como prioridade. Quanto já chegou de fato às obras — e com que transparência?

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Outro ponto: um fundo constitucional para o RS, inspirado no mecanismo do Nordeste. A ideia é criar uma fonte permanente de crédito e investimento. Seria uma correção diante das perdas climáticas e logísticas ou mais dependência de Brasília?

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Não basta liberar dinheiro: investir bem importa tanto quanto investir mais. Obras resilientes, saneamento, prevenção de desastres e qualificação profissional podem reduzir custos futuros — mas exigem metas públicas, controle social e execução sem desperdício.

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A campanha também cita a taxação de produtos e o impacto sobre produtores de tabaco. Se exportadores, agricultores e trabalhadores sentem os efeitos externos, qual deve ser a estratégia do RS em Brasília: reação emergencial ou política econômica de longo prazo?

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Renegociar a dívida pode abrir espaço fiscal. A questão que decidirá tudo é outra: esse espaço virará reconstrução duradoura e serviços melhores, ou desaparecerá em promessas e despesas sem resultado? A resposta precisa caber no orçamento — e ser visível para a população.

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