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📉 FMI projeta déficits e juros mais altos nas economias avançadas, em um cenário que pode pressionar crescimento, inflação e mercados.

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Países ricos enfrentam um desajuste fiscal crescente — e isso pode reverberar no mundo todo. 📉 O FMI projeta déficit de 5,2% do PIB nas economias avançadas neste ano, acima dos 4,4% de 2025. 🧵

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Se a previsão se confirmar, será o maior déficit dessas economias desde a pandemia, quando chegou a 7,3% do PIB. O ponto central: anos após a emergência sanitária, o desequilíbrio das contas públicas continua.

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A dívida pública das economias avançadas deve alcançar 108% do PIB neste ano e subir para 115% em 2031, segundo o FMI. No mundo, a projeção é de 95% para 101,5% do PIB no mesmo período.

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Quando governos precisam captar mais recursos, os juros dos títulos soberanos tendem a subir. Nos EUA, rendimentos dos Treasuries atingiram níveis não vistos desde o início do século. No Reino Unido, os títulos chegaram ao maior patamar desde 1998.

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Na França, incertezas políticas e fiscais elevaram os juros de títulos públicos de 10 e 30 anos ao maior nível em quase 25 anos. Juros maiores encarecem o serviço da dívida e reduzem a margem para investimentos e políticas públicas.

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O cenário também é pressionado pela energia: a guerra no Oriente Médio manteve o petróleo acima de US$ 100 por barril. No pior cenário analisado, a cotação poderia passar de US$ 130, reforçando a inflação e dificultando cortes de juros.

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Apesar disso, o FMI elevou a previsão de crescimento global de 3% para 3,1% neste ano. Mas apontou três riscos: possível reversão do ciclo da IA nos mercados, inflação persistente e turbulência provocada por dívida e juros soberanos. A expansão segue, mas sobre bases frágeis.

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