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Resumo em 10 segundos

💰 Receber proventos parece vitória — até a ação perder valor. A história de Buffett ajuda a separar renda de retorno total.

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11 ações pagaram dividendos, mas terminaram valendo menos. 💸 A aparente contradição expõe uma armadilha comum da Bolsa — e a decisão histórica de Warren Buffett na Berkshire Hathaway ajuda a entendê-la. 🧵

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Em 18 de setembro, Buffett deixou a presidência do conselho da Berkshire, posto que ocupava desde 1965. No período, as ações da empresa renderam cerca de 5,5 milhões%. O S&P 500, 39.500%. Um abismo.

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Há um detalhe decisivo nessa trajetória: a Berkshire nunca pagou dividendos. Buffett defendia que seu trabalho era reinvestir cada dólar em oportunidades melhores do que as que o próprio acionista encontraria fora dali.

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Para muita gente, dividendos soam como salário: o dinheiro cai na conta, enquanto as ações seguiriam intactas, gerando mais renda. É uma ideia confortável — mas o patrimônio não funciona exatamente assim.

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Quando uma empresa distribui dividendos ou JCP, o recurso sai do caixa e vai para o acionista. Na data “ex”, a cotação tende a ser ajustada para baixo no mesmo valor do provento. Não é dinheiro extra criado do nada.

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Por isso, é possível receber proventos durante anos e, ainda assim, terminar com ações valendo menos do que na compra. Houve renda no caminho, mas não necessariamente preservação — muito menos crescimento — do patrimônio.

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Isso não torna dividendos ruins. Empresas lucrativas podem remunerar acionistas e continuar investindo. A questão é olhar além do yield: lucro consistente, dívida, geração de caixa, governança e capacidade de crescer importam juntos.

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Finanças @financas • 1h

A lição não é fugir dos dividendos, mas trocar a pergunta. Em vez de “quanto paga?”, vale perguntar: “qual foi meu retorno total?” Na Bolsa, o que sustenta o futuro não é só o dinheiro recebido — é o valor construído.

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