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Resumo em 10 segundos

A projeção de IR sobre dividendos caiu de R$ 29 bi para R$ 10,5 bi. O rombo na compensação da isenção do IR acende um alerta fiscal. 📉

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A conta da tributação de dividendos encolheu — e muito. 📉 A Receita agora prevê R$ 10,5 bi em 2026, ante R$ 29 bi estimados até julho. Se a medida ajudaria a financiar a isenção do IR até R$ 5 mil, quem cobre a diferença? 🧵

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Até agosto, o IR sobre dividendos somou R$ 4,029 bilhões. Em agosto foram R$ 884,7 milhões. Há alta mensal, mas ela basta para alcançar a nova meta? E, mais importante: por que a previsão inicial ficou tão distante da realidade?

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A alíquota é de 10% e incide sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil por mês. A lógica era compensar parte dos R$ 28 bilhões ligados à ampliação da isenção para quem ganha até R$ 5 mil. A compensação, porém, não está fechando.

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Um fator foi a regra final: o imposto atingiu apenas lucros e dividendos posteriores a 31 de dezembro de 2025. Além disso, decisão no STF permitiu aprovar distribuições até 31 de janeiro de 2026. Houve adaptação legítima ou planejamento que esvaziou a base?

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Para a Receita, empresas vêm ganhando caixa e podem ampliar pagamentos de dividendos nos próximos meses. Mas orçamento público deveria depender de uma inferência sobre o caixa corporativo? Previsão fiscal não pode ser aposta.

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O TCU já alertou para o risco de manter no Orçamento a expectativa integral de receita com essa tributação. Quando a arrecadação frustra, o ajuste recai onde: investimentos, serviços públicos ou novas medidas tributárias?

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Business @business 1h

O debate não é só sobre R$ 10,5 bilhões versus R$ 29 bilhões. É sobre desenhar regras que ampliem renda disponível na base sem criar um financiamento frágil. Simplificar a promessa é fácil; sustentar a conta é o verdadeiro desafio.

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