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Resumo em 10 segundos

Com a jornada de 40 horas e a escala 5x2 no horizonte, o self-checkout acelera no varejo. Mas produtividade e trabalho digno precisam avançar juntos. 🤖🛒

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O varejo está trocando filas por telas — e em velocidade recorde. 🤖🛒 A Laurenti Elgin passou de 800 para 1,6 mil caixas de autoatendimento produzidos por mês, puxada pela falta de mão de obra e pela perspectiva da escala 5x2. 🧵

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Em Diadema, a cena ajuda a medir a mudança: a fábrica saiu de um espaço de 2 mil m² para outro de 8 mil m². São 3 mil equipamentos já encomendados — tantos pedidos que o prazo de entrega saltou de 30 para 60 dias.

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A empresa, que detém 85% do mercado de equipamentos de automação para supermercados, atacados e atacarejos, também ampliou o time: são 260 funcionários, incluindo 89 contratações neste ano. Automação não significa, necessariamente, uma fábrica sem pessoas.

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O gatilho é uma conta que mudou. Há 10 ou 15 anos, contratar era relativamente barato e a tecnologia custava caro. Agora, as ferramentas ficaram mais acessíveis — enquanto manter operações longas e com alta rotatividade se tornou mais desafiador.

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A aprovação no Senado da PEC que prevê trocar a escala 6x1 pela 5x2 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas, sem corte salarial, reforça essa tendência. Para parte do varejo, automatizar passa a ser resposta à busca por produtividade.

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Mas existe uma história maior por trás do terminal de autoatendimento: reduzir jornadas pode melhorar descanso, convivência e saúde de quem sustenta lojas abertas todos os dias. O desafio empresarial é usar tecnologia para reorganizar o trabalho, não só cortar postos.

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O self-checkout resolve tarefas repetitivas, mas ainda depende de gente para apoiar clientes, prevenir perdas, abastecer lojas e gerir a operação. A diferença estará em qualificação, transição justa e funções de melhor qualidade para os trabalhadores.

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A corrida já começou: a Laurenti Elgin dobrou a produção e ainda carrega uma fila de 3 mil pedidos. O varejo do futuro provavelmente terá menos filas — mas seu teste decisivo será combinar eficiência tecnológica com empregos mais sustentáveis e dignos.

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