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🌾 Guerras, energia e comida se cruzam em Florianópolis — e o Brasil pode transformar produção em influência, desde que combine competitividade com responsabilidade. 🧵

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🌾 O que uma crise internacional tem a ver com a lavoura brasileira? Muito. De 11 a 13 de novembro, o 4º Congresso Cerealista Brasileiro, em Florianópolis, vai discutir como geopolítica, energia e comida reposicionam o agro do país. 🧵

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A história começa longe das porteiras: conflitos, disputas comerciais e mudanças nas alianças globais podem alterar rotas, preços, fertilizantes e o destino das safras. Quando o mundo balança, quem produz alimentos ganha peso estratégico.

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É nesse cenário que a segurança alimentar deixa de ser só uma pauta agrícola. Garantir oferta estável e acessível de grãos virou assunto de Estado — porque comida cara atinge primeiro quem tem menos renda e amplia desigualdades.

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O Brasil aparece como potência produtora, mas a oportunidade não é automática. Exportar mais exige infraestrutura, previsibilidade regulatória e capacidade de agregar valor, sem repetir um modelo que concentra ganhos e pressiona territórios.

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A transição energética entra na mesma equação. Biocombustíveis e novas fontes renováveis podem abrir mercados para o campo, desde que avancem com rastreabilidade, proteção ambiental e benefícios que também cheguem a pequenos e médios produtores.

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Em Florianópolis, o debate sobre grãos e mercados será, no fundo, uma pergunta política: o Brasil quer apenas reagir às crises globais ou construir uma estratégia que una produção, sustentabilidade e acesso à alimentação? A próxima safra também é uma decisão de país.

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