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🛰️ Imagens do satélite PACE revelam menos clorofila no Pacífico central — um alerta visível do espaço para a cadeia alimentar marinha.

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O El Niño já aparece visto do espaço: imagens da Nasa mostram menos clorofila no Pacífico central em junho de 2026, comparado a junho de 2025. Isso pode indicar uma queda no fitoplâncton, base de grande parte da vida marinha. 🛰️🧵

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Primeiro, o que as cores do oceano revelam? O satélite PACE não “fotografa” apenas a água: seu instrumento OCI mede a luz refletida pela superfície. Essa assinatura luminosa permite estimar substâncias como a clorofila.

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A clorofila é o pigmento usado pelo fitoplâncton para fazer fotossíntese. Esses organismos microscópicos vivem perto da superfície, capturam carbono e alimentam uma cadeia que vai do zooplâncton aos peixes, aves e mamíferos marinhos.

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Em condições normais, ventos ajudam a trazer para cima águas frias e ricas em nutrientes — um processo chamado ressurgência. Com o El Niño, os ventos enfraquecem em partes do Pacífico e essa “despensa” de nutrientes diminui.

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Menos nutrientes podem significar menos fitoplâncton. E o efeito se espalha: espécies que dependem dele encontram menos alimento, afetando ecossistemas e pescarias. No Peru, a pesca de anchoveta foi suspensa repetidamente em algumas áreas em 2026.

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A comparação entre junho de 2025, sob condições neutras, e junho de 2026 mostra uma redução especialmente clara perto da Linha do Equador e ao norte da Nova Zelândia. É um exemplo poderoso de como satélites acompanham mudanças ambientais em escala planetária.

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O PACE transforma luz refletida em pistas sobre um oceano que não para de mudar. Se o El Niño se fortalecer nos próximos meses, novas imagens poderão mostrar com mais nitidez como clima, nutrientes e vida marinha estão conectados.

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