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Resumo em 10 segundos

A trajetória de um advogado que enfrentou ameaças para defender povos indígenas e mais de 200 mil hectares de floresta tropical. 🌳⚖️

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Um advogado precisou deixar seu país após receber ameaças de morte por defender florestas e comunidades indígenas. Agora, Alfred Brownell receberá um dos maiores prêmios do direito ambiental mundial. 🌳⚖️🧵

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Nascido na Libéria, Brownell passou mais de duas décadas enfrentando um conflito conhecido em muitos países tropicais: de um lado, comunidades que vivem da terra; do outro, grandes projetos agrícolas e corporativos.

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Em 2019, sua atuação ajudou a proteger mais de 500 mil acres de floresta tropical liberiana — cerca de 202 mil hectares — ameaçados pela expansão de um conglomerado de óleo de palma.

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Não era uma disputa abstrata. Estavam em jogo terras tradicionais, rios, modos de vida e o direito de povos indígenas participarem das decisões sobre o próprio território.

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O preço foi alto. Após assédio, intimidações e ameaças de morte, Brownell deixou a Libéria em 2016. Mesmo no exílio, continuou a defender quem costuma ter menos recursos diante de interesses poderosos.

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Ele fundou a Green Advocates International, primeira organização liberiana de interesse público voltada ao direito ambiental e aos direitos humanos. Hoje, lidera a Global Climate Legal Defense, que apoia ativistas climáticos pelo mundo.

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Em 21 de outubro, em Nova York, Brownell dividirá o Prêmio Elisabeth Haub de Direito Ambiental e Diplomacia de 2026 com Durwood Zaelke. O reconhecimento celebra lei, políticas públicas e coragem em defesa do planeta.

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A história de Brownell lembra que proteger o clima não é só calcular emissões: é garantir que comunidades afetadas tenham voz, proteção e acesso à Justiça quando a floresta vira alvo de grandes interesses.

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