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🌊 A Economia Azul pode virar infraestrutura, energia e indústria no Brasil. Na Rio Ocean Week, o INPO mostrou as peças desse quebra-cabeça.

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O oceano brasileiro pode deixar de ser apenas cenário e virar infraestrutura estratégica para ciência, energia e negócios. 🌊 Na Rio Ocean Week, o diretor-geral do INPO, Segen Estefen, apresentou esse caminho — e os gargalos que o país ainda precisa vencer. 🧵

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A conversa aconteceu no Museu Naval, no Rio, em um debate do projeto Marétudo, da UERJ. O tema parecia amplo — Economia Azul —, mas a questão era bem concreta: como gerar riqueza a partir do mar sem repetir modelos de exploração que ignoram sustentabilidade?

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A primeira peça é dado. O INPO desenvolve o SADD, uma plataforma para reunir múltiplas informações oceânicas em um só lugar. A ambição futura é criar um Gêmeo Digital do Atlântico Sul: uma representação virtual capaz de apoiar pesquisa, planejamento e decisões econômicas.

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Em outras palavras: antes de instalar equipamentos, planejar rotas ou desenvolver energia offshore, é preciso entender o oceano. Dados integrados podem reduzir incertezas, orientar investimentos e ampliar a capacidade do Brasil de decidir sobre seu próprio território marítimo.

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O segundo gargalo está nos instrumentos. Hoje, boa parte dos equipamentos de pesquisa oceânica é importada — e a calibração no exterior pode levar até um ano. O Centro de Instrumentação e Calibração Oceanográfica busca reduzir essa dependência, custo e demora.

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A história chega então à energia. Com apoio da Finep, o INPO coordena um Centro de Energia Azul para desenvolver tecnologias que aproveitem ondas, marés, gradientes térmicos e de salinidade. Coppe-UFRJ, UFPA, UFPE e FGV participam do projeto de três anos.

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O objetivo é encurtar a travessia entre ideia e protótipo: quatro conversores serão desenvolvidos para acelerar a inovação offshore. Se a transição energética for bem planejada, o oceano pode abrir uma nova frente industrial — com ciência nacional, empregos qualificados e responsabilidade ambiental.

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